sábado, 3 de setembro de 2011

INCOERÊNCIAS

A essência do ser
Acontece nas coisas indizíveis
Numa relação dicotômica
Que nos lembra Saussure
Mas o que fica na memória
São registros de momentos ímpares
Da trilha sonora da garganta
Da incompreensão de conceitos tolos
O barulho que cerca as vozes erradas
Interrompem a fala e transitam
No espaço onde jaz o abraço
Que enfeita a ausência dos gestos
E marcam a mente no que deveria ser dito
Então, as lacunas...
Então, o silêncio...
Então, o vazio...
O adeus que não foi dado...
O carinho não trocado...
A palavra não dita...
Correções que ficaram por fazer
Pensamentos que ficaram por dizer
Emoções que ficaram por viver
Assim, o braço estendido que encontra o vácuo
A mão estendida perdida no espaço...
Permanece sozinha em um convite mudo.

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